Associação de delegados da Polícia Federal rebate declaração de Lula sobre agentes 'fingindo trabalhar'
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) criticou declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre chamar delegados e agentes que estariam 'fingindo trabalhar' para combater o crime organizado. A entidade destacou a necessidade de políticas estruturantes e valorização profissional, em vez de críticas que fragilizam o debate sobre segurança pública.
Contexto da declaração
O presidente Lula fez a afirmação durante a Feira Brasil na Mesa, promovida pela Embrapa em Planaltina (DF), ao comentar a nomeação de novos servidores da Polícia Federal. Ele mencionou que determinou ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, convocar todos os servidores fora da corporação para ocupar seus cargos. A previsão do governo é preencher todos os postos na PF até o fim de 2026.
Posicionamento da ADPF
Em nota oficial, a ADPF manifestou preocupação com a fala presidencial e argumentou que o foco deveria estar em temas estruturantes para o combate ao crime organizado. A associação elencou limitações técnicas e de mão de obra na PF, enfatizando a necessidade de políticas consistentes de valorização, retenção de talentos e financiamento adequado. 'Declarações que desqualificam policiais não contribuem para esse objetivo e fragilizam o debate público sobre segurança', afirmou a entidade.
Reivindicações e diálogo
A ADPF reforçou a importância do diálogo contínuo com o governo federal para aprimorar políticas de segurança pública. A associação destacou que medidas pontuais, como o retorno de servidores, não são suficientes para enfrentar o crime organizado sem investimentos estruturais e valorização profissional.