Cosan avalia venda de participação na Raízen e anuncia dissolução da holding em meio a reestruturação financeira
A Cosan pode vender sua participação na Raízen, que enfrenta recuperação extrajudicial devido a uma dívida de R$ 65,1 bilhões. O CEO da Cosan, Marcelo Martins, afirmou que a holding também será dissolvida nos próximos três a cinco anos como parte de um plano para reduzir o endividamento do grupo. Credores da Raízen negociam converter parte das dívidas em ações da empresa.
Raízen em recuperação extrajudicial
A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell criada em 2011, atua nos setores de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis, operando a marca Shell no Brasil, Argentina e Paraguai. A empresa busca reestruturar uma dívida de aproximadamente R$ 65,1 bilhões para evitar uma recuperação judicial. Credores negociam a conversão de parte dessa dívida em ações da companhia. A Cosan, que atualmente detém participação significativa na Raízen, não participará de um novo aporte de capital liderado pela Shell, o que reduzirá sua fatia na empresa. Marcelo Martins, CEO da Cosan, afirmou que a participação da holding na Raízen deve se tornar 'não expressiva' e que a venda dessa participação está sendo avaliada para gerar caixa e reduzir o endividamento do grupo.
Dissolução da Cosan como holding
A Cosan planeja dissolver sua estrutura de holding nos próximos três a cinco anos, com possíveis movimentos já a partir de 2027. Segundo Marcelo Martins, a estratégia faz parte de um plano para reduzir o endividamento da empresa, que encerrou o primeiro trimestre de 2026 com uma dívida líquida expandida de R$ 11,5 bilhões, uma queda de 34% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com a dissolução, os acionistas da Cosan passariam a ter participação direta em empresas do grupo, como Rumo e Compass. Martins destacou que 'o primeiro passo é a redução da dívida' para viabilizar essa transformação.