Eurovision 2026 é marcado por protestos contra participação de Israel em meio à guerra em Gaza
A final do Festival Eurovision da Canção 2026, realizada em Viena, foi palco de intensos protestos contra a participação de Israel no evento. Manifestantes criticaram a normalização de crimes de guerra e questionaram a diferença de tratamento entre Israel e a Rússia, banida desde 2022. Cinco países boicotaram o festival, enquanto milhares se reuniram em Londres para a Marcha do 78º Aniversário da Nakba.
Protestos e boicotes no Eurovision 2026
A final do Eurovision 2026, realizada neste sábado (16/05) em Viena, foi marcada por protestos contra a participação de Israel no festival. Manifestantes criticaram a União Europeia de Radiodifusão (UER) por permitir a presença de artistas israelenses, acusando o país de cometer crimes de guerra na Faixa de Gaza. Mais de mil músicos assinaram cartas pedindo o boicote ao evento, denunciando a normalização da violência. Os protestos incluíram uma marcha em direção à arena do festival, com bandeiras palestinas e uma faixa com nomes de vítimas em Gaza. A diferença de tratamento entre Israel e a Rússia, banida desde 2022 por causa da guerra na Ucrânia, foi um dos principais pontos de questionamento.
Países boicotam o festival e manifestações globais
Cinco países anunciaram o boicote ao Eurovision 2026: Espanha, Irlanda, Islândia, Holanda e Eslovênia. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, justificou a decisão como uma questão de 'coerência, responsabilidade e humanidade'. Em Londres, milhares de pessoas participaram da Marcha do 78º Aniversário da Nakba, relembrando o deslocamento forçado de palestinos em 1948. A manifestação reuniu organizações pró-Palestina, movimentos antifascistas e figuras políticas, como o ex-líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn.