Oficina gratuita leva tradição das letras de barco a mulheres da Vila da Barca em Belém
Uma oficina de abertura de letras, tradicionalmente usadas em embarcações amazônicas, será realizada neste sábado (25) na Vila da Barca, comunidade sobre palafitas em Belém. O evento, promovido pelo Instituto Letras que Flutuam, busca valorizar a cultura gráfica ribeirinha e gerar renda para as participantes. A atividade inclui a criação de um painel coletivo que será levado de volta à comunidade.
Tradição ribeirinha e geração de renda
A Vila da Barca, localizada no bairro do Telégrafo, é uma das maiores áreas sobre palafitas da América Latina, abrigando cerca de 4 a 5 mil moradores em mais de 500 palafitas às margens da Baía do Guajará. A oficina de abertura de letras, uma tradição ribeirinha onde nomes de barcos são pintados à mão, será ministrada para mulheres da comunidade. O objetivo é não apenas preservar esse saber cultural, mas também criar oportunidades de geração de renda a partir desse conhecimento. As participantes produzirão um painel coletivo que será exibido na comunidade como resultado concreto da experiência.
Instituto Letras que Flutuam e a valorização da cultura gráfica
A iniciativa é conduzida pelo Instituto Letras que Flutuam, organização que atua na valorização da cultura gráfica ribeirinha, especialmente das letras que identificam embarcações na Amazônia. Com mais de duas décadas de pesquisa e articulação com abridores de letras no Pará, o instituto busca fortalecer esses saberes e conectar a tradição com novos públicos. Fernanda Martins, diretora do instituto, destaca a importância da Vila da Barca como território de diálogo com a cultura ribeirinha urbana. 'É a Belém ribeirinha, é um território que dialoga diretamente com o que a gente acredita e quer fortalecer', afirmou.