Jornalista abandona carreira de 37 anos para cuidar da mãe e se torna celebrante de funerais
Mandy Appleyard, ex-jornalista com 37 anos de experiência em redações internacionais, deixou a carreira para se dedicar ao cuidado da mãe após um AVC. A experiência a levou a se tornar celebrante de funerais, ajudando famílias a lidar com o luto.
Da redação ao cuidado familiar
Mandy Appleyard trabalhou como jornalista em veículos do Reino Unido, Estados Unidos e Ásia por 37 anos, enfrentando rotinas exaustivas de até 70 horas semanais. Em maio de 2019, sua vida mudou drasticamente quando recebeu a notícia de que sua mãe, de 81 anos, havia sofrido um AVC grave. Após três meses de internação, a mãe foi liberada, mas com sequelas que a impediam de se movimentar e falar normalmente. Sem hesitar, Appleyard deixou o emprego como professora de jornalismo e escritora freelancer para se tornar a cuidadora principal da mãe.
Desafios e superação durante a pandemia
A adaptação à nova rotina foi desafiadora. A mãe de Appleyard, antes ativa e sociável, passou a viver com ela, contando também com o apoio da irmã mais nova e de cuidadores profissionais. A jornalista, que nunca havia se casado ou tido filhos, sentiu que sua liberdade foi drasticamente reduzida. No entanto, a pandemia de COVID-19 trouxe um momento de aproximação entre as duas. Elas assistiam a filmes clássicos juntas, como 'Cabaret' e produções estreladas por Gene Kelly, o que ajudou a aliviar a tensão do período. Appleyard também passou a valorizar o ritmo mais tranquilo após décadas de pressão no jornalismo.
Uma nova carreira após a perda
A mãe de Mandy Appleyard faleceu em 2021, após dois anos de cuidados intensivos. A experiência de lidar com a doença e a morte da mãe, somada à sua trajetória no jornalismo, inspirou Appleyard a seguir uma nova carreira: a de celebrante de funerais. Ela agora auxilia famílias a elaborar cerimônias significativas, combinando sua habilidade de comunicação com a sensibilidade adquirida durante o período de cuidado. 'Foi uma forma de transformar a dor em algo que pudesse ajudar outras pessoas', afirmou.