Investigador da Polícia Civil de MT é julgado por estupro dentro de delegacia em Sorriso
Audiência de instrução e julgamento do investigador Manoel Batista da Silva, 52 anos, acusado de estuprar uma mulher dentro da delegacia de Sorriso (MT), foi marcada para 11 de junho. O caso envolve abuso de poder e resultou em prisão preventiva após laudo de DNA confirmar conjunção carnal entre o servidor e a vítima, que estava detida na unidade.
Detalhes do caso e investigação
O investigador Manoel Batista da Silva foi preso em fevereiro de 2026 após denúncia de violência sexual contra uma mulher detida na delegacia de Sorriso, a 420 km de Cuiabá. A Polícia Civil instaurou inquérito imediatamente e, com base em indícios, representou pela prisão preventiva do servidor, deferida pela Justiça. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou, por meio de exame de DNA, a ocorrência de conjunção carnal entre o investigador e a vítima, embora o laudo não tenha citado explicitamente o crime de estupro. Ainda assim, o servidor foi indiciado por estupro e abuso de poder após a conclusão das investigações.
Próximos passos judiciais
A audiência de instrução e julgamento está marcada para o dia 11 de junho e será realizada por videoconferência, conforme decisão do juiz Arthur Moreira Pedreira de Albuquerque, da 2ª Vara Criminal de Sorriso. A vítima, que foi solta da delegacia após ser constatada a prisão equivocada, terá seu depoimento analisado durante o processo. A Polícia Civil reforçou que atua com transparência em casos envolvendo seus servidores e destacou a celeridade na apuração das denúncias.