Casa Branca defende direito de Trump ao voto por correio após revelação de uso em primárias
A Casa Branca defendeu o uso do voto por correspondência por Donald Trump após o site Politico revelar que ele utilizou o método nas primárias da Flórida. O governo defende 'exceções de bom senso' para casos específicos, enquanto o Departamento de Justiça busca limitar o voto por correio nacionalmente por suspeitas de fraude.
Defesa oficial e exceções de bom senso
A porta-voz do governo, Olivia Wales, defendeu o direito do presidente de utilizar o voto por correio, citando que a Lei SAVE America prevê exceções para casos de doença, deficiência, serviço militar ou viagens. A administração ressalta que, embora exceções sejam permitidas, o voto universal por correio não deve ser autorizado devido à alta suscetibilidade a fraudes.
Contexto legal e restrições federais
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos solicitou à Suprema Corte a autorização para um decreto que dificulta o voto por correiro. O decreto, assinado por Trump em março, exige a criação de uma lista federal de cidadãos aptos a votar por correspondência, elaborada pelo Serviço de Cidadania e Imigração (USCIS) e pela Administração da Seguridade Social. Estados que contestaram a medida argumentam que a competência para definir regras eleitorais pertence aos estados e ao Congresso, não ao presidente.