Operação Gutenberg prende 12 suspeitos por fraude de R$ 27 milhões em contratos públicos em Mato Grosso do Sul
Operação deflagrada pelo Gaeco prendeu 12 pessoas, incluindo ex-prefeito, médica, advogados e empresários, por fraudes em licitações para compra de livros e desvios na saúde. O esquema movimentou mais de R$ 27 milhões em recursos públicos e envolveu três famílias em Campo Grande e outras cidades do estado.
Esquema criminoso e investigação
A Operação Gutenberg, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) em 7 de julho de 2026, desarticulou uma organização criminosa suspeita de fraudar contratos públicos em Mato Grosso do Sul. Foram cumpridos 12 dos 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em cidades como Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, além de São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).
Perfil dos investigados e crimes apurados
Entre os presos estão um ex-prefeito, uma médica, advogados, empresários e servidores públicos. O grupo é acusado de crimes contra a administração pública, incluindo fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, e lavagem de dinheiro. Três famílias foram identificadas como centrais no esquema: os Melo, os Jafar e os Burgatt. Destacam-se nomes como Paulo Rogério de Melo, Douglas Henrique de Melo, Rossana Paroschi Jafar, Felipe Paroschi Jafar, Olívia Jafar, Ed Carlo Britto Burgatt e Jéssyca Burgatt.
Impacto e movimentação financeira
O esquema criminoso movimentou mais de R$ 27 milhões em recursos públicos, segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). Os investigados atuavam em diversos municípios do estado, coordenando fraudes em contratos para a compra de livros e desvios na área da saúde.