Leis de proteção no trabalho podem ter efeito contrário e prejudicar mulheres em startups, aponta estudo de Yale
Pesquisa liderada por professor da Universidade Yale revela que leis que restringem acordos de não divulgação (NDAs) em casos de assédio podem estar reduzindo oportunidades para mulheres em startups. O estudo analisou o impacto de reformas como o Speak Out Act, aprovado nos EUA em 2022, e encontrou resultados inesperados.
Reformas bem-intencionadas com resultados adversos
O professor Song Ma, de finanças e empreendedorismo da Universidade Yale, investigou o impacto de leis que visam proteger vítimas de assédio no ambiente de trabalho, como as que enfraquecem os acordos de não divulgação (NDAs). Desde 2018, estados como Califórnia, Nova York e Washington aprovaram legislações para limitar o uso de NDAs, que historicamente silenciavam vítimas de assédio. Em 2022, o Congresso dos EUA aprovou o Speak Out Act, proibindo empregadores de exigir que trabalhadores assinem NDAs preventivamente, antes de qualquer incidente ou disputa.
Estudo focado em startups revela queda na contratação de mulheres
Ma e seus colaboradores analisaram o impacto dessas leis em startups, setor conhecido por falta de infraestrutura formal de recursos humanos e histórico de casos de assédio. Os resultados, publicados em 2026, indicam que as restrições aos NDAs não estão cumprindo plenamente as expectativas de seus defensores. Em vez de aumentar a proteção, as leis podem estar levando empregadores a evitar a contratação de mulheres, por receio de potenciais processos ou disputas legais. O estudo sugere que, assim como ocorreu com a Lei dos Americanos com Deficiências (ADA) em 1990 — que reduziu a empregabilidade de pessoas com deficiência devido aos custos de compliance —, as reformas podem ter efeitos colaterais não intencionais.