Trump exige acordos de confidencialidade de todos os funcionários federais para conter vazamentos
O governo de Donald Trump busca implementar acordos de confidencialidade (NDAs) obrigatórios para todos os funcionários federais dos EUA, visando impedir vazamentos de informações sigilosas à imprensa. A medida surge após recentes divulgações sobre operações militares e dados pessoais de agentes do ICE.
Justificativas e alvos da medida
Segundo um rascunho do Escritório de Gestão de Pessoal dos EUA (OPM), a proposta de NDAs visa coibir a divulgação de "informações não públicas, confidenciais ou proprietárias" por servidores. O documento cita como exemplo vazamentos para veículos como *The New York Times* e *The Washington Post*, incluindo detalhes sobre a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e dados pessoais de cerca de 4.500 agentes do ICE (Imigração e Alfândega), como nomes, endereços e telefones. A administração argumenta que tais vazamentos colocam em risco a segurança de tropas e agentes, mencionando casos em que veículos de imprensa adiaram publicações para evitar perigos a militares.
Reações e contexto político
A medida reflete a escalada de tensões entre o governo Trump e a imprensa, intensificada após o presidente pressionar o Departamento de Guerra a intimar jornalistas por registros relacionados a vazamentos sobre a guerra com o Irã. O *Wall Street Journal* revelou ter recebido intimações de um grande júri em março para registros de repórteres, vinculadas a investigações sobre divulgações não autorizadas.