Polícia britânica investiga ex-príncipe Andrew por suspeita de agressão sexual e omissão em função pública
A polícia de Thames Valley, no Reino Unido, anunciou nesta sexta-feira (22) que analisa uma acusação de agressão sexual contra o ex-príncipe Andrew, ocorrida em 2010. Além disso, ele é investigado por suposta omissão no exercício de função pública ao compartilhar documentos confidenciais com Jeffrey Epstein entre 2001 e 2011. Até o momento, não há acusação formal, e Andrew nega todas as irregularidades.
Detalhes da investigação
A polícia britânica de Thames Valley confirmou que apura relatos de que uma mulher teria sido levada a um endereço em Windsor, em 2010, com fins sexuais. As autoridades entraram em contato com a advogada da suposta vítima e garantiram que, caso uma denúncia formal seja apresentada, o caso será tratado com 'cuidado, sensibilidade, respeito à privacidade e ao direito ao anonimato'. Paralelamente, Andrew é investigado por 'omissão no exercício de uma função pública', suspeita de ter compartilhado documentos econômicos confidenciais com o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein durante seu período como representante comercial do Reino Unido (2001-2011). A polícia destacou que o delito pode ocorrer de 'diferentes formas', o que aumenta a complexidade do caso. Até agora, não houve acusação formal contra o ex-príncipe.
Contexto e reações
Andrew sempre negou irregularidades relacionadas a Epstein. Em 2025, a americana Virginia Giuffre, que o acusou de agressão sexual quando ela tinha 17 anos, morreu aos 41 anos. Após as acusações anteriores, Andrew foi afastado das funções da família real britânica, perdeu títulos militares e patronatos, e passou a viver recluso em Norfolk, no leste da Inglaterra. A polícia pediu 'paciência' à população e incentivou testemunhas ou pessoas com informações relevantes a colaborarem com as investigações. O caso reforça o escrutínio sobre o ex-príncipe, que já enfrentou outras acusações ligadas a Epstein.