Policial penal condenado por homicídio na Expoacre 2023 tem recurso negado e pena mantida em quase 20 anos de prisão
O Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) negou, por unanimidade, o recurso da defesa do policial penal Raimundo Nonato Veloso da Silva, condenado a 19 anos e 10 meses de prisão pela morte do jovem Wesley Santos da Silva durante a Expoacre 2023. A decisão mantém a condenação por homicídio qualificado, lesão corporal grave e importunação sexual. A defesa alegou contradições nas provas, mas os desembargadores confirmaram a validade do julgamento popular.
Decisão judicial e crimes confirmados
A Câmara Criminal do TJ-AC rejeitou o recurso da defesa de Raimundo Nonato Veloso da Silva, que buscava anular a condenação por supostas irregularidades no julgamento. Os desembargadores concluíram que os jurados basearam sua decisão em uma das versões apresentadas durante o processo, sem evidências de contradições que justificassem a anulação. Além do homicídio qualificado de Wesley Santos da Silva, o policial penal também foi condenado por lesão corporal grave contra a namorada da vítima, Rita de Cássia, e importunação sexual. Com a decisão, a pena de 19 anos e 10 meses de prisão foi mantida, assim como a perda do cargo de policial penal.
Contexto do caso e reações
Wesley Santos da Silva foi baleado durante a Expoacre 2023, evento realizado em Rio Branco. Segundo relatos, o jovem estava no local para comemorar seu aniversário. A família da vítima acompanhou o júri popular, que durou dois dias, e expressou alívio com a manutenção da condenação. A defesa do policial penal ainda não se manifestou sobre a possibilidade de um novo recurso. Em abril de 2025, um pedido de liberdade para Raimundo Nonato já havia sido negado pela Câmara Criminal do TJ-AC.