China intensifica pressão militar sobre Taiwan com mais de 100 navios em águas regionais
Taiwan denunciou o posicionamento de mais de 100 navios chineses, incluindo embarcações da marinha e guarda costeira, em águas que cercam a ilha. O cerco ocorre em meio a tensões geopolíticas entre China, Taiwan e EUA, com Pequim reforçando sua presença militar como demonstração de força antes e após encontro entre Donald Trump e Xi Jinping.
Cerco naval e alerta de Taiwan
O chefe do Conselho de Segurança Nacional de Taiwan, Joseph Wu, divulgou em rede social que a China posicionou mais de 100 navios em águas regionais, abrangendo o Mar Amarelo, Mar do Sul da China e Pacífico Ocidental. As embarcações formam um cerco estratégico ao redor da ilha, que Pequim considera parte de seu território e ameaça retomar à força. Wu classificou a China como 'o único problema que destrói o status quo e ameaça a paz regional'.
Contexto geopolítico e reações internacionais
O deslocamento das embarcações chinesas ocorreu antes e após a reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, em Pequim. Autoridades taiwanesas, sob anonimato, confirmaram à AFP que o número de navios aumentou após a cúpula, incluindo embarcações de pesquisa cuja função não foi esclarecida. A China já realizou treinamentos militares nessas águas, intensificando a pressão sobre Taiwan nos últimos anos com exercícios quase diários de caças e navios de guerra.
Dependência de Taiwan do apoio dos EUA
Taiwan depende do apoio militar dos EUA para dissuadir possíveis ataques chineses, com vendas de armas previstas por lei americana. No entanto, Trump gerou incertezas ao sugerir que essas vendas poderiam ser usadas como moeda de troca nas negociações com a China. A situação elevou o alerta em Taiwan, que aguarda definições sobre um pacote de armas no valor de US$ 14 bilhões, atualmente congelado pelo governo americano.