Lula reafirma apoio à candidatura de Michelle Bachelet para secretária-geral da ONU em 2027
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, no Palácio do Planalto e reiterou apoio à sua candidatura para liderar a Organização das Nações Unidas (ONU). Bachelet, que disputará o cargo em 2027, seria a primeira mulher latino-americana a chefiar a entidade. O atual secretário-geral, António Guterres, encerra seu mandato em dezembro de 2026.
Contexto da candidatura e apoio internacional
Michelle Bachelet, de 74 anos, foi presidente do Chile em dois mandatos (2006-2010 e 2014-2018) e é reconhecida por sua experiência em governança global. Sua candidatura foi apresentada em fevereiro por Brasil, Chile e México, mas o Chile retirou o apoio após a posse do presidente conservador José Antônio Kast. Brasil e México mantêm o endosso, destacando o princípio de rotatividade regional na ONU, que prioriza representantes da América Latina e Caribe para o próximo mandato.
Reunião com Lula e pauta global
Durante o encontro no Palácio do Planalto, Lula destacou a credibilidade de Bachelet para o cargo, citando sua trajetória como chefe de Estado e conhecimento sobre a ONU. Ambos discutiram a necessidade de reformar a organização e fortalecer o multilateralismo em um cenário global marcado por conflitos e disputas geopolíticas. O próximo secretário-geral assumirá em 1º de janeiro de 2027, com articulações diplomáticas já em andamento.
Funções do cargo e desafios
O secretário-geral da ONU atua como representante máximo da entidade, presidindo o Conselho de Coordenação dos Chefes Executivos do Sistema das Nações Unidas e mediando disputas entre países para evitar escalada de conflitos. Bachelet, caso eleita, enfrentará desafios como a guerra entre Israel e Irã, tensões no Estreito de Ormuz e a reforma do Conselho de Segurança, que Lula defende como essencial para a legitimidade da organização.