Chefe do PCC Gerson Palermo é preso na Bolívia após seis anos foragido da Justiça brasileira
Gerson Palermo, um dos principais líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi capturado em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, após seis anos foragido. Palermo havia sido solto em 2020 por decisão do desembargador Divoncir Maran, mas fugiu horas depois de deixar o presídio federal de segurança máxima em Campo Grande. A prisão foi resultado de operação conjunta entre a Polícia Federal brasileira e a polícia boliviana.
Fuga e prisão
Gerson Palermo, condenado a quase 126 anos de prisão por crimes ligados ao tráfico de drogas e organização criminosa, foi solto em abril de 2020 após decisão do desembargador Divoncir Schreiner Maran, que concedeu prisão domiciliar durante um plantão judicial. O habeas corpus, com mais de 200 páginas, foi analisado em cerca de 40 minutos. Horas após deixar o presídio federal de segurança máxima em Campo Grande, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu. Ele foi localizado e preso em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, em operação conjunta entre a Polícia Federal do Brasil e a Força Especial de Combate ao Narcotráfico da Bolívia. Segundo o comandante David Gómez, Palermo não tinha processos na Bolívia, mas estava escondido no país.
Repercussão da soltura
A soltura de Palermo gerou repercussão após reportagem do programa Fantástico, que expôs os bastidores da decisão judicial que permitiu sua liberdade. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) investigou o caso, destacando a rapidez com que o habeas corpus foi analisado e concedido. Palermo será expulso da Bolívia e entregue às autoridades brasileiras para cumprir sua pena.