Uso não autorizado de IA corporativa cresce e expõe empresas a riscos de segurança
Funcionários em todo o mundo estão utilizando ferramentas de inteligência artificial não aprovadas pelas empresas, fenômeno conhecido como 'shadow AI', para aumentar a produtividade. Pesquisas indicam que 71% dos trabalhadores no Reino Unido já usaram IA não autorizada, enquanto empresas de médio porte registram cerca de 200 ferramentas não sancionadas por 1.000 colaboradores. Especialistas alertam para riscos de vazamento de dados e perda de competitividade.
Pressão por eficiência impulsiona uso de IA não regulamentada
O caso de Gregg Bayes-Brown, ex-funcionário de uma empresa de biotecnologia, ilustra a tensão entre políticas corporativas e a necessidade de eficiência. Apesar de ajudar a desenvolver diretrizes de IA na empresa, Bayes-Brown utilizou uma conta pessoal do Google para acessar o NotebookLM, reduzindo 150 horas de trabalho para 30 minutos. Ele justificou a escolha pelo risco menor de vazamento de dados em comparação com a possibilidade de ser superado por concorrentes internacionais, como pares chineses. Segundo ele, a pressão por resultados supera as preocupações com conformidade.
Riscos de segurança e falta de controle preocupam especialistas
Leslie Nielsen, chief information security officer da Mimecast, classifica o crescimento da 'shadow AI' como 'morte por mil cortes', destacando a falta de compreensão dos riscos envolvidos. Ferramentas não autorizadas podem expor dados sensíveis, como informações financeiras, a vazamentos ou análises não controladas. Um relatório da Microsoft de 2024 revelou que quase 80% dos trabalhadores que usam IA dependem de ferramentas próprias, sem supervisão corporativa. A prática, embora comum, coloca empresas em situação vulnerável, especialmente em setores regulados.