Justiça decide se ex-deputado acusado de estuprar filha de 2 anos permanece solto
A 4ª Câmara Criminal analisa nesta quinta-feira (28) um habeas corpus que pode determinar a prisão do ex-deputado estadual Iram de Almeida Saraiva Júnior, acusado de estupro de vulnerável contra a própria filha, na época com 2 anos. Outra filha, hoje com 23 anos, também relatou ter sofrido abusos na infância. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou o caso após investigação de seis meses.
Contexto do caso
Iram de Almeida Saraiva Júnior, ex-deputado estadual por Goiás, vereador em Goiânia e médico, foi denunciado pelo MPRJ por estupro de vulnerável. A denúncia baseia-se em investigação que durou cerca de seis meses, incluindo depoimentos de testemunhas, como uma pediatra que identificou sinais de abuso, e entrevistas especializadas com a criança. A comunicação inicial partiu da creche onde a vítima estudava. O ex-deputado teve prisão preventiva decretada, mas foi solto três dias depois por decisão liminar da desembargadora Gizelda Leitão Teixeira, da 4ª Câmara Criminal, que considerou argumentos da defesa.
Novos elementos no processo
Além do depoimento da vítima, outra filha do ex-deputado, atualmente com 23 anos, relatou ter sofrido abusos na infância, o que reforça as acusações. A defesa de Iram alega que as acusações são falsas e classifica a decisão que concedeu sua liberdade como uma 'vitória dos princípios constitucionais da presunção de inocência e da dignidade'. O caso será analisado pela 4ª Câmara Criminal nesta quinta-feira (28).