Meta fecha acordo nos EUA para cobrir custos escolares ligados a vício em redes sociais
A Meta, controladora do Facebook e Instagram, firmou acordo judicial com o Distrito Escolar do Condado de Breathitt, em Kentucky (EUA), para cobrir custos relacionados à crise de saúde mental entre estudantes causada pelo uso excessivo de redes sociais. O acordo evita julgamento marcado para 15 de junho e segue tendência de plataformas como YouTube, Snapchat e TikTok, que também optaram por acordos similares. Mais de 1.200 distritos escolares nos EUA movem processos contra plataformas digitais por danos psicológicos a jovens.
Detalhes do acordo e alegações do processo
O Distrito Escolar do Condado de Breathitt, com cerca de 1.600 alunos em seis escolas, alegou que as plataformas da Meta foram projetadas para viciar usuários jovens, resultando em casos de ansiedade, depressão e automutilação. A ação judicial buscava US$ 60 milhões para custear tratamentos de saúde mental e financiar programas preventivos. Além disso, pedia uma ordem judicial para obrigar as plataformas a modificarem seus algoritmos e tornarem-se menos viciantes. A Meta afirmou que o acordo foi amigável e destacou iniciativas como as 'Contas para Adolescentes', que visam aumentar a segurança online e oferecer controles parentais.
Impacto e ações similares em outros distritos escolares
O acordo com a Meta reflete uma tendência crescente nos EUA, onde cerca de 1.200 distritos escolares movem processos semelhantes. O condado de DeKalb, na Geórgia, com mais de 90 mil alunos, busca US$ 4,3 milhões para cobrir custos com saúde mental. Grandes distritos, como Los Angeles e Nova York, também entraram com ações judiciais, somando mais de 1,2 milhão de alunos. Em março de 2026, um júri de Los Angeles já havia emitido uma decisão histórica reconhecendo os danos causados pelas redes sociais à saúde mental de jovens, reforçando a pressão sobre as plataformas.