Suspeito de expulsar família e usar casa como base de facção criminosa morre em confronto com Bope no Amapá
Um homem suspeito de expulsar uma família de sua residência em Macapá para utilizar o imóvel como base de uma facção criminosa morreu em confronto com a Companhia de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam) do Bope neste sábado (16). O suspeito, que cumpria pena em regime aberto com tornozeleira eletrônica, havia violado o monitoramento e atuava com extrema violência, incluindo espancamentos e incêndios a residências de desafetos.
Detalhes do confronto
O suspeito foi abordado pela Polícia Militar na noite de sexta-feira (15) após expulsar uma família de uma casa no bairro São Lázaro, Zona Norte de Macapá. Embora tenha sido preso inicialmente, foi liberado por não ter sido reconhecido pelas vítimas. No sábado (16), durante uma operação da Rotam, o homem atirou contra os agentes e foi baleado em troca de tiros. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas o suspeito não resistiu aos ferimentos. A Polícia Científica do Amapá (PCA) realizou a remoção do corpo.
Atuação criminosa e histórico
Segundo o tenente-coronel Wilkson Santana, comandante do Bope, o suspeito era responsável por disciplinar desafetos da facção criminosa que integrava. Vídeos nas redes sociais mostravam o homem espancando desafetos e incendiando casas. Além disso, ele costumava pichar as siglas da facção nas residências que ocupava após expulsar os moradores. O suspeito cumpria pena por crimes como ameaças, tentativa de homicídio e lesão corporal, mas havia violado as condições do regime aberto ao remover a tornozeleira eletrônica.
Operação policial
A ação faz parte da segunda fase da Operação Renoe, apoiada por serviços de inteligência, com o objetivo de monitorar e prender suspeitos de ordenar crimes e homicídios ligados a facções criminosas. A operação visa desarticular grupos que atuam com extrema violência na região.