Meta lança Muse Spark para impulsionar a Meta AI
A Meta apresentou o Muse Spark, um novo modelo de inteligência artificial desenvolvido pelo Meta Superintelligence Labs (MSL). O modelo foi projetado para ser uma base robusta para a Meta AI, focando em velocidade, raciocínio avançado e compreensão multimodal (texto, imagem e voz). O Muse Spark já está sendo integrado a plataformas como WhatsApp, Instagram, Messenger e Threads, além de equipar os óculos inteligentes da empresa. O modelo destaca-se por sua capacidade de dividir tarefas complexas entre múltiplos agentes de IA e possui uma versão otimizada para programação com janela de contexto de até 1 milhão de tokens.
O que é o Muse Spark?
O Muse Spark é o modelo de inteligência artificial da Meta, desenvolvido pelo Meta Superintelligence Labs (MSL). Ele inaugura a família de modelos Muse e foi criado para servir como uma das bases da Meta AI. O modelo foi desenvolvido para compreender diferentes tipos de informação e realizar tarefas que vão desde interações por texto e voz até atividades que exigem raciocínio avançado. A proposta da Meta é usar o Muse Spark como parte da evolução de seus sistemas de inteligência artificial.
Como o Muse Spark funciona?
O Muse Spark foi desenvolvido para lidar com diferentes tipos de informação e tarefas. Para isso, combina pré-treinamento multimodal, aprendizado por reforço e raciocínio em tempo de teste, técnicas que ajudam o modelo a interpretar conteúdos variados e dedicar mais processamento a problemas que exigem respostas elaboradas. Essa abordagem também está relacionada à sua capacidade multimodal. O Muse Spark consegue interpretar textos, imagens e ter uma percepção visual do mundo ao redor em tempo real. Depois, o modelo usa essas informações para produzir respostas contextualizadas. No aplicativo Meta AI, isso inclui uma conversa por voz mais fluida, na qual o usuário pode interromper a IA, mudar de assunto ou trocar de idioma durante a conversa. O app também conta com a IA ao vivo (Live AI), que usa a câmera do celular para analisar o ambiente em tempo real e responder perguntas sobre o que aparece na tela. A capacidade de raciocínio fica mais evidente no Modo de Pensamento, que pode dividir uma tarefa entre vários subagentes. Por exemplo, em uma pesquisa sobre viagem, um agente pode montar o roteiro, enquanto outros comparam destinos e procuram atividades. Depois, o sistema reúne as informações em uma única resposta. A percepção visual também ganha espaço nos óculos inteligentes da Meta. Como a IA consegue interpretar o que é captado pela câmera, o usuário pode fazer perguntas sobre objetos e situações ao redor sem precisar descrevê-los manualmente. O Muse Spark também foi preparado para tarefas de programação. A versão Muse Spark 1.2 é otimizada para coding e conta com uma janela de contexto de até 1 milhão de tokens, o que ajuda a lidar com grandes volumes de informação em tarefas mais longas. Essas capacidades também são usadas em recursos de compras da Meta AI. A ferramenta pode reunir produtos do Facebook Marketplace e de outras fontes e organizar as opções com base em critérios, como preço, estilo e distância.
Como acessar o Muse Spark?
O Muse Spark está integrado aos produtos da Meta. O acesso acontece principalmente pelo aplicativo Meta AI (Android | iOS) e pelo site (meta.ai), além de WhatsApp, Instagram, Messenger e Threads. Nas redes sociais, é possível interagir com o Muse Spark por meio de um chat privado com a Meta AI dentro de conversas em grupo. Para isso, basta tocar no ícone da Meta AI para abrir a conversa e receber respostas com base no contexto daquele grupo. No Threads, também é possível marcar @meta.ai em posts e respostas para interagir com o modelo. Nos óculos Ray-Ban Meta e Oakley Meta, o modelo aparece em recursos de voz e percepção visual. Para desenvolvedores, a Meta Model API está disponível em prévia privada para parceiros selecionados.