Tecnologia de infravermelho prevê sexo de embriões de galinha antes da eclosão com alta precisão
Pesquisadores da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign desenvolveram um método usando imagens de infravermelho próximo (NIR) e hiperespectrais (HSI) para determinar o sexo e a viabilidade de embriões de galinha ainda nos ovos. A técnica alcançou 97% de precisão na detecção de mortalidade após quatro dias de incubação e 75% na identificação do sexo no início do processo.
Método inovador reduz descarte de pintinhos machos
A equipe da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign utilizou câmeras hiperespectrais para analisar 300 ovos antes e após quatro dias de incubação. O modelo computacional desenvolvido pelos pesquisadores atingiu 97% de precisão na previsão de mortalidade dos embriões. Além disso, a técnica permitiu identificar o sexo dos embriões com 75% de precisão logo no início da incubação. Atualmente, cerca de 6 bilhões de pintinhos machos são descartados anualmente nos Estados Unidos, pois apenas as fêmeas são desejadas na produção de ovos. "Se pudermos identificar os embriões precocemente, podemos evitar o descarte dos machos e usar os ovos para consumo ou na produção de alimentos", afirmou Wadud Ahmed, um dos pesquisadores envolvidos no estudo.
Aplicação de aprendizado de máquina na avicultura
O estudo empregou técnicas de aprendizado de máquina para processar as imagens capturadas pelas câmeras NIR e HSI. Segundo Mohammed Kamruzzaman, outro pesquisador da Uiuc, "basta escanear os ovos e o modelo de aprendizado de máquina determinará o parâmetro desejado". Essa abordagem promete revolucionar a indústria avícola ao reduzir o desperdício e otimizar a produção, evitando o sacrifício desnecessário de pintinhos machos.