Irã flexibiliza uso obrigatório do hijab, mas maioria das mulheres mantém tradição islâmica
Desde a Revolução Islâmica de 1979, o uso do hijab era obrigatório no Irã, mas nos últimos anos deixou de ser fiscalizado no cotidiano. Ainda assim, cerca de 60% das mulheres iranianas continuam usando a vestimenta tradicional por devoção religiosa, segundo relatos locais. A comparação com o uso de capacetes para motociclistas ilustra a mudança de postura do governo.
Obrigatoriedade histórica e flexibilização atual
O hijab tornou-se obrigatório para mulheres no Irã após a Revolução Islâmica de 1979, mas a aplicação da lei foi progressivamente relaxada. Segundo uma iraniana identificada como Amina, a situação atual é comparável ao uso de capacetes para motociclistas: embora recomendado e culturalmente esperado, não há punição sistemática para quem descumpre a norma. A flexibilização não resultou em abandono massivo da vestimenta, já que a maioria das mulheres segue usando o hijab por convicção religiosa.
Realidade cotidiana e percepções ocidentais
Relatos de viajantes ocidentais destacam a surpresa ao encontrar mulheres iranianas sem hijab em espaços públicos, como universidades, repartições e ruas. Cerca de 60% dos estudantes universitários no Irã são mulheres, muitas das quais mantêm o uso da vestimenta tradicional. A jornalista responsável pelo relato admitiu ter inicialmente interpretado a realidade iraniana sob uma perspectiva ocidentalizada, fotografando mulheres sem hijab e questionando a obrigatoriedade do acessório, o que foi recebido com naturalidade pelos locais.