Júri do caso Henry Borel entra no quinto dia com depoimentos de peritos cruciais para acusação
O Tribunal do Júri do Rio de Janeiro retoma o julgamento de Jairo Souza Santos Júnior (Jairinho) e Monique Medeiros pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos. Peritos médicos-legistas devem detalhar laudos que apontam lesões incompatíveis com acidente doméstico ou manobras de reanimação, reforçando tese de agressão física. Até o momento, dez testemunhas já depuseram, incluindo ex-companheiras de Jairinho e familiares.
Depoimentos anteriores e expectativas para o quinto dia
Até o quarto dia de julgamento, dez testemunhas foram ouvidas, entre elas ex-companheiras de Jairinho, como Kaylane de Oliveira Duarte Pereira, de 18 anos, que relatou episódios de violência sofridos na infância e afirmou que a morte de Henry reavivou memórias traumáticas. Familiares e profissionais que conviveram com o casal também prestaram depoimentos. Nesta sexta-feira (29), os peritos Luiz Airton Saavedra de Paiva e Luiz Carlos Leal Prestes devem detalhar seus pareceres técnicos, que sustentam a tese de que as lesões no corpo de Henry são resultado de agressões físicas, e não de um acidente doméstico ou das manobras de reanimação realizadas no Hospital Barra D’Or.
Contexto do caso e relevância dos laudos periciais
Henry Borel, de 4 anos, foi encontrado morto em março de 2021 no apartamento onde morava com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, Jairinho, então vereador do Rio de Janeiro. Os laudos periciais assinados pelos médicos-legistas Luiz Airton Saavedra de Paiva e Luiz Carlos Leal Prestes são considerados fundamentais para a acusação, pois indicam que o conjunto de ferimentos no corpo da criança é incompatível com as versões apresentadas pela defesa. Os peritos também descartam a possibilidade de que as lesões tenham sido causadas por tentativas de reanimação, reforçando a hipótese de agressão.