TPI solicita mandados de prisão sigilosos contra ministros israelenses por crimes de guerra
O Tribunal Penal Internacional (TPI) pediu a emissão de mandados de prisão sigilosos contra o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, além de outros três mandados envolvendo a ministra Orit Strock e dois oficiais das Forças de Defesa de Israel (FDI). As acusações estão relacionadas a violações na Cisjordânia ocupada e crimes contra a população palestina.
Contexto e acusações
Segundo reportagem do jornal israelense Haaretz, o procurador-chefe do TPI, Karim Khan, solicitou os mandados de prisão sigilosos. Smotrich e Ben-Gvir já eram alvo de investigações desde maio de 2025 por envolvimento na expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia, considerados ilegais pelo direito internacional. Ambos os ministros também enfrentam restrições de entrada em pelo menos oito países, incluindo Canadá, Austrália, Espanha, Noruega e Nova Zelândia, além de terem sido impedidos de entrar nos 29 países do Acordo de Schengen.
Mandados anteriores e reações
Em 2024, o TPI já havia emitido mandados de prisão contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o então ministro da Defesa Yoav Gallant, acusados de promover fome em massa, assassinatos, perseguições e ataques deliberados contra civis palestinos. Israel rejeitou os mandados, alegando falta de autoridade do tribunal e classificando as medidas como uma 'aberração legal'. O TPI, no entanto, reafirmou que sua jurisdição não depende do consentimento israelense para prosseguir com as investigações.