Grupos armados na Colômbia intensificam ataques com 'enxame de drones' e ampliam violência antes das eleições
Grupos armados ilegais na Colômbia adotaram táticas de ataques simultâneos com drones, conhecidos como 'enxame', para aumentar a pressão sobre forças de segurança e civis. A estratégia marca uma escalada na violência, com 333 alvos atingidos em 2025 e 107 ataques registrados em 2026, resultando em mortes de soldados e destruição de propriedades. Regiões como Valle del Cauca, Bolívar e áreas costeiras do sudoeste são as mais afetadas.
Escalada da violência com drones
Grupos armados na Colômbia, incluindo dissidentes das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), passaram a utilizar drones adaptados para lançar explosivos em ataques coordenados, conhecidos como 'enxame'. Essa tática representa uma evolução em relação aos ataques anteriores, que eram realizados com um único drone por vez. Segundo Guillermo Londoño, autoridade de segurança da região de Valle del Cauca, a mudança visa ampliar os danos e pressionar as forças de segurança. Em 2025, o Ministério da Defesa registrou 333 alvos atingidos por drones, um aumento significativo em comparação aos 61 incidentes de 2024. Neste ano, até maio de 2026, já foram contabilizados 107 ataques, com duas mortes de soldados confirmadas.
Impacto nas comunidades e eleições
A violência com drones tem causado impacto direto em comunidades locais, como em Robles, município de Jamundí, onde ruas próximas à delegacia estão bloqueadas por barricadas improvisadas. Policiais utilizam abrigos feitos de sacos de areia e tecidos para monitorar o céu e evitar ataques surpresa. Civis, como Eucaris Zamora, relatam medo constante após terem suas casas atingidas por explosivos lançados por drones. As eleições presidenciais e vice-presidenciais, marcadas para 31 de maio de 2026, ocorrem em um contexto de crescente insegurança, com a violência sendo tratada como um dos principais temas da disputa.
Regiões mais afetadas
As áreas mais afetadas pelos ataques com drones incluem a fronteira com a Venezuela, a província de Bolívar e regiões costeiras do sudoeste da Colômbia. Essas localidades têm registrado um aumento na frequência e na intensidade dos ataques, com grupos armados buscando desestabilizar as forças de segurança e controlar territórios estratégicos. A adaptação dos drones para fins militares tem se mostrado uma ameaça crescente, exigindo respostas coordenadas das autoridades colombianas.