Telescópio Euclid descobre 31 dos quasares mais antigos do Universo e desafia teorias cósmicas
Uma equipe internacional de astrônomos, incluindo cientistas da Universidade de Michigan, identificou 31 quasares pertencentes à era de reionização do Universo usando o telescópio espacial Euclid da ESA. Os objetos, entre os mais antigos já observados, oferecem novas pistas sobre a formação dos primeiros buracos negros supermassivos e a evolução do cosmos. O estudo foi publicado na revista 'Astronomy & Astrophysics'.
Descoberta e relevância científica
Os 31 quasares recém-descobertos datam da era de reionização, período em que as primeiras estrelas, galáxias e buracos negros supermassivos estavam se formando. Segundo Jinyi Yang, coautora do estudo e professora assistente do Departamento de Astronomia da Universidade de Michigan, esses objetos 'oferecem informações valiosas sobre como o cosmos emergiu da escuridão'. Os quasares são alimentados por buracos negros supermassivos que consomem matéria no centro de galáxias, emitindo energia centenas a milhares de vezes superior à de suas galáxias hospedeiras. A raridade desses quasares antigos se deve à dificuldade de galáxias jovens desenvolverem buracos negros suficientemente grandes para sustentá-los.
Tecnologia e metodologia
O telescópio espacial Euclid, lançado em 2024, foi fundamental para a identificação dos quasares. Feige Wang, coautor do estudo e cientista de pesquisa assistente na Universidade de Michigan, destacou que a missão 'está mudando completamente o jogo' na busca por objetos cósmicos distantes. A luz primordial desses quasares é fraca e frequentemente confundida com estrelas, o que torna sua detecção um desafio técnico. O Euclid, projetado para mapear a estrutura do Universo, permitiu a observação desses objetos com precisão inédita.