Acidentes com motocicletas disparam no Rio de Janeiro e sobrecarregam sistema de saúde
Acidentes envolvendo motocicletas no Rio de Janeiro registraram aumento significativo em 2026, com mais de 20 mil ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros entre janeiro e maio. Sete em cada dez vítimas de acidentes de trânsito atendidas em hospitais municipais são motociclistas ou passageiros, totalizando 11 mil casos nos primeiros quatro meses do ano.
Crescimento alarmante e impacto na saúde pública
De janeiro a maio de 2026, o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro atendeu mais de 20 mil acidentes com motocicletas, um aumento em relação aos cerca de 18 mil registrados no mesmo período de 2024. As colisões lideram as ocorrências, com mais de 13 mil registros, seguidas por quedas e atropelamentos. A Secretaria Municipal de Saúde informou que, de janeiro a abril, 16 mil vítimas de acidentes de trânsito foram atendidas na rede pública, sendo 11 mil delas motociclistas ou passageiros de motos, representando 70% do total. O número de atendimentos a vítimas em motos mais que dobrou em comparação com 2024.
Comportamentos de risco e gravidade dos acidentes
O tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros, alertou para a gravidade dos acidentes com motocicletas, destacando que os motociclistas estão mais expostos a ferimentos graves. "Diferente do carro, que tem o chassi, airbags e estrutura que absorvem a energia do impacto, na moto é o próprio corpo do motociclista que absorve toda a energia cinética do acidente", explicou. Contreiras também apontou comportamentos de risco comuns, como avanço de sinal vermelho, circulação em calçadas, direção na contramão e uso de aplicativos de GPS durante o trajeto, que aumentam a distração e o risco de acidentes fatais.