Confrontos violentos em La Paz deixam Bolívia à beira do caos com crise econômica e protestos massivos
Policiais e manifestantes entraram em confronto nesta segunda-feira (18) em La Paz, durante marcha que exige a renúncia do presidente Rodrigo Paz. Bloqueios cercam a capital há mais de duas semanas, enquanto a Bolívia enfrenta a pior crise econômica em quatro décadas, com inflação de 14% e escassez de dólares e combustíveis. Setores como mineiros, professores e camponeses lideram os protestos, que se espalham pelo país.
Confrontos e repressão policial
Policiais da tropa de choque utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes que tentavam avançar em direção à Praça de Armas, onde fica o Palácio de Governo. Em resposta, os protestantes lançaram explosivos e pedras contra os agentes. Até o momento, não há registros oficiais de feridos ou presos. A praça Murillo, no centro de La Paz, também foi palco de confrontos, com comércios fechados e ruas tomadas por milhares de pessoas gritando palavras de ordem contra o governo.
Crise econômica e social agrava tensões
A Bolívia enfrenta uma crise econômica sem precedentes nas últimas quatro décadas, marcada por escassez de dólares, queda na produção de energia e falta de combustíveis. A inflação acumulada em 12 meses atingiu 14% em abril de 2026. Setores como operários, professores, caminhoneiros, camponeses e grupos indígenas exigem reajustes salariais, medidas contra a inflação e se opõem a possíveis privatizações de empresas estatais. O presidente Rodrigo Paz, eleito há apenas seis meses, vê seu governo cada vez mais isolado diante das pressões.