EUA testam drones para neutralizar atiradores em escolas em menos de um minuto
Os Estados Unidos iniciaram testes com drones equipados para neutralizar atiradores em escolas em até 15 segundos após a ativação de um alarme. Desenvolvido pela Campus Guardian Angel, o sistema utiliza mapeamento 3D das instituições e drones pilotados remotamente por humanos em uma central de emergências no Texas. A tecnologia, inspirada em táticas de guerra na Ucrânia, prevê intervenções não letais, como comandos de áudio ou gel de pimenta, mas pode escalar para 'impactos cinéticos' em casos extremos.
Tecnologia inspirada em conflitos armados
A Campus Guardian Angel, empresa responsável pelo projeto, baseou-se no uso de drones em primeira pessoa no conflito na Ucrânia para desenvolver o sistema. Segundo Khristof Oborski, diretor de operações táticas da empresa, a eficácia dos drones em cenários de guerra motivou a adaptação da tecnologia para combater tiroteios em escolas nos EUA. O sistema inclui mapeamento tridimensional das instituições de ensino e a instalação de mini-hangares com esquadrões de três drones em pontos estratégicos. Quando um alarme é acionado, os drones decolam e são controlados remotamente por operadores humanos em Austin, Texas, com o objetivo de alcançar o suspeito em até 15 segundos.
Intervenções escalonadas e desafios éticos
O tipo de intervenção varia conforme o comportamento do suspeito. Se o indivíduo for um menor portando uma arma sem atacar, os drones podem emitir comandos de áudio para contê-lo. Em situações de ataque ativo, a empresa prevê o uso de 'impactos cinéticos' ou gel de pimenta não letal. O sistema surge como resposta ao aumento de incidentes com armas de fogo em escolas americanas, como o massacre em Uvalde, Texas, em 2022, onde 19 alunos e duas professoras foram mortos. Especialistas destacam a necessidade de debates sobre a ética e a segurança do uso de drones em ambientes escolares, além dos riscos de falhas técnicas ou uso indevido da tecnologia.