CEO da Paramount se reúne com Departamento de Justiça dos EUA para discutir fusão de US$ 110 bilhões com Warner Bros. Discovery
O CEO da Paramount, David Ellison, reuniu-se com autoridades do Departamento de Justiça dos EUA para avançar na fusão de US$ 110 bilhões com a Warner Bros. Discovery. Durante o encontro, Ellison reforçou o compromisso da empresa em lançar até 30 filmes nos cinemas. Reguladores britânicos e procuradores-gerais de estados americanos também analisam o acordo, que enfrenta questionamentos antitruste.
Detalhes da reunião e argumentos apresentados
David Ellison, CEO da Paramount, reuniu-se por duas horas com representantes do Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) na terça-feira (27). O objetivo foi discutir a fusão de US$ 110 bilhões entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery, que ainda aguarda aprovação regulatória. Durante a reunião, Ellison reiterou o compromisso da empresa em lançar até 30 filmes nos cinemas, conforme relatado pelo Semafor. Os advogados do DOJ demonstraram abertura aos argumentos de que a fusão não prejudicaria outros estúdios ou talentos criativos.
Precedentes e preocupações regulatórias
A aquisição da Fox pela Disney em 2019 foi citada durante a reunião como um exemplo de fusão que resultou na redução de lançamentos cinematográficos, com mais filmes sendo direcionados para plataformas de streaming. Ellison e executivos da Paramount destacaram que a pandemia de COVID-19 também contribuiu para essa mudança de estratégia. O prazo de revisão do DOJ para o acordo expirou em fevereiro, mas a agência ainda pode intervir. Além disso, reguladores no Reino Unido estão conduzindo sua própria análise, com prazo para comentários públicos encerrado recentemente. Procuradores-gerais de estados americanos, liderados por Rob Bonta, da Califórnia, também avaliam o acordo e consideram ações legais.