CFM autoriza uso médico de fenol com novas regras após morte em procedimento estético
O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou resolução que regulamenta o uso do fenol em procedimentos terapêuticos, cirúrgicos e estéticos no Brasil. A medida surge após a morte do empresário Henrique Chagas em 2024, vítima de complicações após um peeling de fenol. A Anvisa mantém a proibição do uso estético da substância.
Regulamentação e limites para o uso do fenol
A resolução do CFM estabelece que o fenol só poderá ser aplicado em até 5% da área corporal em procedimentos tópicos. Para áreas maiores, o procedimento deverá ser realizado em ambiente hospitalar, com monitoramento cardíaco contínuo e a presença de um segundo médico para intervenção em casos de emergência. A norma proíbe expressamente que não médicos realizem o procedimento, reforçando a necessidade de qualificação profissional. Segundo a conselheira Yáscara Lages, o risco de toxicidade sistêmica está diretamente ligado à extensão da área tratada e ao tempo de exposição da substância no organismo.
Riscos e controvérsias
O fenol é uma substância química capaz de destruir tecidos de forma controlada, mas sua absorção pelo organismo pode causar efeitos graves, especialmente no sistema cardiovascular. A resolução do CFM reconhece que aplicações superiores a 1,5% da superfície corporal apresentam 'elevado risco de cardiotoxicidade'. Apesar da regulamentação, a Anvisa mantém a proibição do uso estético do fenol, criando um impasse entre as duas entidades. O caso de Henrique Chagas, que morreu após um peeling de fenol em 2024, foi um dos principais motivadores para a criação das novas regras.