Nexstar Afirma Impossibilidade de Cumprir Ordem Restritiva contra Fusão com Tegna
A Nexstar declarou que não consegue cumprir integralmente uma ordem judicial restritiva contra sua fusão de US$ 6,2 bilhões com a rival Tegna. A empresa argumenta que ações já foram concluídas no fechamento do negócio e que obrigações legais impedem a reversão.
Desafios na Integração e Obrigações Legais
Em um documento judicial, a Nexstar afirmou que "muitos passos típicos" foram tomados pela Nexstar e Tegna após o fechamento, dificultando a reversão das integrações em andamento. A empresa alertou que cumprir certos aspectos da ordem judicial é "impossível" e pode comprometer os ativos da Tegna que a corte busca preservar. A ordem cria "dano operacional imediato", conflitos regulatórios e um "vácuo de governança". A integração administrativa não pode ser revertida sem "perturbação significativa na remuneração dos funcionários". A Nexstar também possui "obrigações contínuas de relatórios da SEC e de acordos de dívida" que exigem a inclusão das informações financeiras da Tegna em seus relatórios a partir da data de fechamento.
Conflitos Contratuais e Caos Operacional
Os acordos de retransmissão da Tegna com provedores de TV paga que também carregam uma estação da Nexstar foram contratualmente "supersedidos por acordos da Nexstar". Isso gera uma "contradição interna" com a ordem judicial, pois as estações da Tegna agora são "contratualmente regidas pelos acordos da Nexstar, aos quais nenhum ex-pessoal da Tegna tem acesso". A notícia da ordem restritiva já causou "confusão" sobre sua aplicabilidade aos acordos da Nexstar com as estações da Tegna, e a Nexstar tem recebido "perguntas de distribuidores que se intensificarão em volume e urgência" à medida que se aproxima o ciclo de faturamento do fim do mês. Isso resulta em "caos operacional e complexidade contábil que prejudicam tanto a Nexstar quanto a Tegna".