Seca no Sertão de Sergipe destrói safra de milho e afeta 2 mil produtores sob influência do El Niño
A seca no Sertão de Sergipe, agravada pelo fenômeno El Niño, reduziu em 30% o volume de chuvas na região em comparação a 2025. Produtores relatam perdas de até 400 toneladas de milho, e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima queda de 35% na safra estadual. Agricultores trituram lavouras para alimentar rebanhos, mas a qualidade do material é considerada baixa.
El Niño agrava seca e compromete produção agrícola
O Sertão de Sergipe enfrenta uma das piores secas dos últimos anos, influenciada pelo fenômeno El Niño, que aquece as águas do Oceano Pacífico e altera a circulação de ventos e nuvens. Segundo dados locais, o volume de chuvas na região foi 30% menor em relação ao mesmo período de 2025, comprometendo a safra de milho. Produtores como Silvair Teles de Andrade relatam perdas significativas: "O mesmo investimento do ano passado e de todo ano que a gente faz a mesma coisa. Ano passado, nessa mesma área, a gente produziu 34 sacas por tarefa, e hoje não está produzindo nada".
Perdas generalizadas e impacto econômico
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma redução de 35% na safra de milho em Sergipe. Cerca de 2 mil produtores da região foram afetados, com perdas que chegam a 400 toneladas por agricultor. As lavouras, que deveriam estar em fase de formação de espigas, apresentam desenvolvimento insuficiente devido à falta de chuvas nos meses de maio e junho. "A planta até cresceu um pouco, mas não conseguiu se desenvolver", explica Luciano Firmino, engenheiro agrônomo da Endagro. Para minimizar prejuízos, produtores trituram o que restou das plantações para alimentar rebanhos, mas a silagem resultante é de baixa qualidade, sem grãos ou espigas.