Aeroportos cancelam rotas e reduzem voos por alta histórica no preço do combustível
Companhias aéreas globais, incluindo Delta, United, Lufthansa e Air Canada, anunciaram cortes significativos em rotas e redução de frequências de voos devido à alta recorde nos preços do querosene de aviação. O fechamento parcial do Estreito de Ormuz elevou o custo do combustível em até 73% desde fevereiro, pressionando as operações aéreas.
Impacto da crise no Estreito de Ormuz
O fechamento parcial do Estreito de Ormuz, rota crítica que conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico, provocou um aumento de 73% no preço médio do querosene de aviação, alcançando US$ 417,48 por galão em 21 de abril, segundo dados da Platts Jet Fuel Assessment. Regiões como Ásia e Europa foram as mais afetadas, enquanto os EUA sofreram menos impacto devido à menor dependência do combustível do Oriente Médio. A guerra no Irã foi apontada como a principal causa da interrupção no fornecimento.
Medidas das companhias aéreas
Para mitigar os custos, empresas como Delta Air Lines, Air Canada, Lufthansa e United Airlines adotaram estratégias como o 'afinamento' de horários, cancelando voos em dias de baixa demanda (como terças-feiras) ou reduzindo frequências em rotas movimentadas. Algumas suspenderam rotas inteiras temporariamente. A Delta, por exemplo, anunciou redução de capacidade no segundo trimestre de 2026, com previsão de manutenção das restrições até a normalização dos preços do combustível.
Rotas afetadas nos EUA e Canadá
Dados da Cirium revelam os seguintes cortes em rotas operadas por companhias aéreas norte-americanas e canadenses: - **Air Canada**: Suspensão das rotas Toronto (YYZ) – Nova York (JFK) e Montreal (YUL) – JFK de 1º de junho a 24 de outubro. A rota YYZ – Salt Lake City (SLC) foi suspensa a partir de 16 de julho. - Outras empresas, como WestJet e KLM, também reduziram voos em rotas transatlânticas e domésticas, priorizando destinos com maior rentabilidade.