Fila do INSS diminui, mas usuários relatam demora de até 8 meses para respostas
Embora o Ministério da Previdência Social aponte uma redução de 74% na fila de benefícios represados desde o início de 2026, atingindo o menor patamar em 21 meses, cidadãos relatam dificuldades e longos períodos de espera. O número de benefícios negados, especialmente os de incapacidade, cresceu 70% em comparação ao ano anterior. O governo orienta que os segurados que não concordarem com as decisões possam recorrer administrativamente junto ao Conselho de Recursos da Previdência Social em até 30 dias.
Redução da fila e desafios
O governo federal registrou uma queda significativa no volume de benefícios represados, que passou de 1,8 milhão em junho para 1,55 milhão em julho. Apesar do avanço quantitativo, relatos de usuários indicam que o processo de perícia e análise ainda é lento e burocrático, afetando trabalhadores que aguardam por aposentadorias ou auxílios por incapacidade temporária e permanente.
Aumento nos indeferimentos
O volume de benefícios rejeitados subiu drasticamente em 2026, com quase 1 milhão de indeferimentos em apenas um mês (junho). Os casos mais afetados são os de incapacidade laboral, onde a dificuldade de demonstrar a limitação física durante a perícia médica pode levar à negação do benefício.
Como recorrer
O Ministério da Previdência Social destaca que o recurso administrativo é gratuito e essencial para garantir direitos. O processo pode ser iniciado pelo portal ou aplicativo 'Meu INSS', selecionando a opção 'Recurso ordinário'. O prazo para contestação é de 30 dias após a análise inicial.