OMS descarta risco global de surto de hantavírus em cruzeiro e minimiza comparação com pandemia de covid-19
O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o surto de hantavírus no navio de cruzeiro MV Hondius não representa risco semelhante ao início da pandemia de covid-19. A embarcação, com bandeira holandesa, está ancorada em Cabo Verde desde domingo (4) após três mortes confirmadas pela cepa Andes, transmissível entre humanos. Ghebreyesus classificou o risco para o restante do mundo como 'baixo' e descartou a necessidade de convocar um comitê de emergência.
Detalhes do surto e medidas da OMS
O navio MV Hondius, que partiu de Ushuaia (Argentina) em 1º de abril, permanece ancorado próximo ao porto de Praia, em Cabo Verde, desde domingo (4). A OMS foi notificada no sábado (3) sobre três mortes entre passageiros, todas relacionadas à cepa Andes do hantavírus, conhecida por sua capacidade de transmissão entre humanos. Em declarações à agência France Press, Tedros Adhanom Ghebreyesus reforçou que, apesar das reuniões para coordenar a resposta com parceiros internacionais, o risco de disseminação global é considerado baixo. A organização não vê necessidade, até o momento, de acionar um comitê de emergência, diferentemente do que ocorreu com a covid-19 em 2020.
Transmissão e características do hantavírus
O hantavírus é uma doença rara, geralmente transmitida por roedores infectados através de urina, fezes ou saliva. No entanto, a cepa Andes, identificada nos casos do MV Hondius, é uma exceção, pois pode ser transmitida entre humanos. Os sintomas incluem febre, dores musculares e, em casos graves, síndrome pulmonar ou renal. A OMS destacou que, embora a situação exija monitoramento, não há evidências de que o surto possa escalar para uma crise sanitária global, como ocorreu com a covid-19.