Argentina assina acordo militar com EUA e abre Mar Argentino para vigilância do Comando Sul
O governo de Javier Milei firmou um acordo de cooperação militar com o Comando Sul dos Estados Unidos, permitindo a vigilância conjunta do Mar Argentino sob a justificativa de proteger 'bens comuns globais'. O pacto inclui transferência de tecnologia, treinamento e entrega de equipamentos, mas é criticado por ex-ministros como subserviência aos EUA e violação da soberania nacional.
Detalhes do acordo e entregas militares
O acordo, assinado com a Quarta Frota do Comando Sul dos EUA, terá duração de cinco anos e prevê a entrega de equipamentos especializados para vigilância marítima. Até meados de 2027, a Argentina receberá duas aeronaves Beechcraft King Air 360ER do Pentágono. O embaixador norte-americano no país, Peter Lamelas, classificou a medida como parte de uma 'aliança estratégica' para reforçar a segurança regional.
Críticas e alertas sobre soberania
Ex-ministros da Defesa e Segurança argentinos criticaram duramente o acordo. Agustín Rossi, ex-ministro da Defesa, destacou que a iniciativa deveria ter sido submetida à aprovação do Congresso Nacional, já que envolve patrulhamento do Mar Argentino. Jorge Taiana, também ex-ministro, classificou o pacto como 'alinhamento automático e subserviente' aos EUA, alertando que a noção de 'bens comuns globais' pode estender a interferência norte-americana à plataforma continental argentina. Rossi ainda vinculou o acordo ao programa 'Escudo das Américas', de Donald Trump, que, sob pretexto de combater o narcotráfico, formou uma coalizão militar com 17 países.