Tribunal russo condena opositor Lev Shlosberg a 11 anos de prisão por críticas à guerra na Ucrânia
O político do partido Yabloko foi condenado em Pskov por 'desacreditar' as Forças Armadas russas e divulgar informações falsas. A sentença ocorre antes das eleições parlamentares de setembro e segue a política de repressão do Kremlin a vozes dissidentes.
Condenação e Contexto Político
Um tribunal na cidade de Pskov condenou o político Lev Shlosberg, de 63 anos, a 11 anos e um mês de prisão. Shlosberg é vice-presidente do partido Yabloko, a única legenda na Rússia que se posiciona abertamente contra a guerra na Ucrânia. A decisão ocorre às vésperas das eleições parlamentares, marcadas para o período de 18 a 20 de setembro. O político foi acusado de 'desacreditar' as Forças Armadas russas e divulgar informações falsas sobre os militares, acusações que surgiram de um debate onde defendeu o fim do conflito e de uma publicação em seu canal no Telegram.
Status do Partido e Reações
A Suprema Corte da Rússia manteve a exclusão do partido Yabloko das eleições parlamentares, rejeitando o recurso da legenda. Shlosberg, que possui o status de 'agente estrangeiro' desde que foi classificado como influenciado por potências externas, estava em prisão preventiva desde dezembro de 2025. A organização Anistia Internacional criticou a sentença, classificando-a como uma represália por Shlosberg ter defendido publicamente a paz, e pediu sua libertação imediata. O partido Yabloko classificou a condenação como 'bárbara' e anunciou que recorrerá da decisão.