Senado dos EUA aprova resolução para limitar poderes de Trump em guerra contra Irã
O Senado dos Estados Unidos aprovou uma resolução para restringir os poderes do presidente Donald Trump e impedir uma nova ofensiva militar contra o Irã. A medida, aprovada por 50 votos a 47, exige que Trump obtenha aprovação do Congresso para manter operações militares por mais de 60 dias. A proposta foi apoiada por democratas e quatro republicanos, marcando um avanço significativo no controle legislativo sobre ações bélicas.
Detalhes da votação e apoio bipartidário
A resolução foi patrocinada pelos senadores democratas Tim Kaine, Cory Booker, Chuck Schumer, Tammy Baldwin, Tammy Duckworth e Adam Schiff. Entre os republicanos, Susan Collins, Lisa Murkowski, Rand Paul e Bill Cassidy votaram a favor, enquanto John Fetterman foi o único democrata a votar contra. O senador Chuck Schumer destacou que o Congresso deve cumprir seu papel constitucional para evitar que um presidente arraste o país para a guerra sem consequências. A medida é autorizada pela Lei de Poderes de Guerra e estabelece um prazo de 60 dias para que o Executivo inicie a retirada de tropas, podendo solicitar uma prorrogação de 30 dias por escrito.
Reações e contexto político
Tim Kaine celebrou o avanço da resolução, afirmando que o Congresso começa a ouvir a vontade do povo americano, que rejeita uma guerra irresponsável com o Irã. Schumer criticou a 'Operação Fracasso Épico', referindo-se à operação militar oficial 'Fúria Épica', e responsabilizou os republicanos alinhados a Trump pela escalada de tensões. O prazo de 60 dias desde a notificação do Congresso sobre a operação militar contra o Irã foi atingido em 1º de maio, reforçando a urgência da medida.