George Clooney Acusa Trump de Crime de Guerra por Ameaças ao Irã; Netanyahu Inicia Negociações com Líbano
O ator George Clooney acusou o presidente dos EUA, Donald Trump, de cometer crime de guerra por ameaças ao Irã, enquanto o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, instruiu o início de negociações de paz com o Líbano, que incluiriam o desarmamento do Hezbollah. As declarações ocorrem em meio a um frágil cessar-fogo entre EUA e Irã, que não inclui o Líbano, e após Israel intensificar bombardeios ao território libanês.
Ameaças e Acusações de Crimes de Guerra
George Clooney declarou que a ameaça de Donald Trump ao Irã de que "toda uma civilização morrerá esta noite" constitui um crime de guerra. O ator argumentou que a intenção de destruir fisicamente uma nação é definida como crime de guerra pela Convenção sobre o Genocídio e pelo Estatuto de Roma. Em resposta, o diretor de comunicações da Casa Branca, Steven Cheung, criticou Clooney por seus filmes e atuação. Clooney enfatizou que "famílias estão perdendo seus entes queridos. Crianças foram incineradas. A economia mundial está por um fio. Este é um momento para um debate vigoroso nos mais altos níveis. Não para ofensas infantis."
Intensificação do Conflito e Negociações de Paz
As declarações ocorrem após um acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, que Teerã incluiu o território libanês, mas Israel declarou que o Líbano não faz parte do acordo. Nesta quarta-feira (08/04), Benjamin Netanyahu realizou a "maior onda de bombardeios" contra o sul libanês, incluindo Beirute, com cerca de 100 ataques em 10 minutos. Segundo o Ministério da Saúde libanês, 203 pessoas foram mortas e mais de 1.000 ficaram feridas. Netanyahu, em comunicado, instruiu o início de negociações diretas com o Líbano o mais rápido possível, focadas no desarmamento do Hezbollah e no estabelecimento de relações pacíficas. O governo libanês afirmou que os bombardeios israelenses deixaram ao menos 254 mortos e 890 feridos.
Reações Internacionais e Divergências
O presidente da Espanha, Pedro Sánchez, condenou os ataques israelenses ao Líbano, qualificando o desprezo de Netanyahu pela vida e pelo direito internacional como intolerável, e defendeu que o Líbano deve fazer parte do cessar-fogo. Sánchez também pediu que a União Europeia suspenda seu Acordo de Associação com Israel. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, retrucou críticas de Donald Trump à aliança, afirmando que os aliados estão fazendo o que os EUA pedem, mas expressou surpresa com o ataque ao Irã, para o qual os EUA solicitaram ajuda. A China utilizou inteligência artificial em um vídeo na TV estatal para explicar a guerra entre EUA e Irã, retratando Trump como uma águia e os iranianos como gatos.