Jovem de 17 anos enfrenta esclerose múltipla e alerta para diagnóstico precoce no Brasil
Maria Eduarda Dantas de Oliveira, de Sorocaba (SP), recebeu diagnóstico de esclerose múltipla aos 17 anos após sintomas como formigamento, paralisia facial e visão duplicada. A doença neurológica, sem cura, exige tratamento contínuo e fisioterapia para manter a qualidade de vida. Especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce para evitar sequelas irreversíveis.
Diagnóstico e primeiros sintomas
Maria Eduarda Dantas de Oliveira, estudante de Sorocaba (SP), começou a apresentar sintomas aos 17 anos, inicialmente confundidos com cansaço e estresse. Entre os sinais estavam formigamento, paralisia temporária na mão e no rosto, além de visão duplicada. Após uma internação, foi confirmado o diagnóstico de esclerose múltipla, uma doença neurológica crônica e sem cura. 'Foi bem difícil, bem pesado, bem impactante. Eu não sabia o que ia ser da minha vida dali para frente', relatou a jovem sobre o momento da descoberta.
Tratamento e adaptação à rotina
Maria Eduarda enfrentou cinco crises nos dois anos seguintes ao diagnóstico. A fisioterapia se tornou essencial para recuperar a coordenação motora e a mobilidade. Atividades cotidianas, como se maquiar ou amarrar o cadarço, que antes eram simples, passaram a exigir esforço e adaptação. 'Nunca parei de fazer fisio, e foi o que me ajudou muito a voltar a ter coordenação, mobilidade, firmeza para andar', destacou. A jovem também contou com o apoio da mãe, Vanessa, para tarefas que demandam maior precisão, como colocar brincos.
O que é esclerose múltipla?
A esclerose múltipla é uma doença neurológica crônica que afeta o sistema nervoso central, causando danos à mielina, a camada protetora dos nervos. Isso interfere na comunicação entre o cérebro e o resto do corpo, levando a sintomas como fadiga, dificuldades motoras, problemas de visão e alterações sensoriais. Não há cura, mas tratamentos como fisioterapia, medicamentos imunomoduladores e acompanhamento médico podem controlar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.