Criminosos usam estratégia 'colha agora, decifre depois' para ameaçar segurança de dados
Especialistas alertam para a estratégia 'harvest now, decrypt later', na qual criminosos roubam dados protegidos hoje para decifrá-los no futuro com o auxílio de computadores quânticos. O Brasil já começa a se preparar para essa ameaça adotando criptografia pós-quântica em infraestruturas críticas, como a Rede Privativa de Comunicação da Administração Pública Federal.
O risco da computação quântica
A evolução da computação quântica cria um cenário onde informações sensíveis — como dados financeiros, pesquisas científicas e documentos governamentais — podem ser capturadas hoje e armazenadas por anos. O objetivo é aguardar o momento em que a tecnologia quântica seja capaz de quebrar os métodos de criptografia atuais. Por isso, a transição para a criptografia pós-quântica é vista como essencial para proteger dados que mantêm valor estratégico por longos períodos.
Brasil antecipa medidas de segurança
O Brasil já incorpora a criptografia pós-quântica em projetos estratégicos, como a Rede Privativa de Comunicação da Administração Pública Federal. Essa camada adicional de proteção visa garantir que dados sensíveis do governo não sejam vulneráveis a ataques futuros. Especialistas reforçam que a transição deve ser planejada agora, pois setores críticos como finanças, energia e saúde são os mais expostos a esse tipo de ameaça cibernética.