Papa Leão XIV ouve gritos por liberdade em prisão na Guiné Equatorial durante turnê africana
O papa Leão XIV encerrou sua turnê de quatro nações africanas com uma visita à prisão de Bata, na Guiné Equatorial, onde detentos gritaram por liberdade. O país, governado há décadas por Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, é criticado por violações de direitos humanos e detenções arbitrárias. Durante a visita, o pontífice pediu esforços para que presos tenham acesso a estudo e trabalho, enquanto a Anistia Internacional denuncia condições precárias no sistema prisional local.
Contexto político e visita à prisão
O papa Leão XIV visitou a prisão de Bata, na Guiné Equatorial, como parte de sua turnê africana. O país, governado desde 1979 por Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, é frequentemente criticado por organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional, por detenções arbitrárias e condições precárias nas prisões. Durante a visita, detentos gritaram repetidamente por 'liberdade', enquanto o pontífice discursava sobre a importância de oportunidades educacionais e laborais para os presos. A Guiné Equatorial mantém relações próximas com os Estados Unidos, em parte devido às suas reservas de petróleo.
Reações e denúncias de direitos humanos
A visita do papa ocorreu em meio a críticas internacionais sobre a situação dos direitos humanos no país. Segundo a Anistia Internacional, detentos na Guiné Equatorial são frequentemente mantidos por anos sem acesso a advogados. Enquanto Leão XIV deixava a prisão, os presos continuaram a gritar por liberdade, mesmo sob chuva intensa. O pontífice, conhecido por seu estilo direto, já havia denunciado desigualdades sociais durante uma missa em Mongomo, reforçando seu discurso em defesa dos mais vulneráveis.