CNJ mantém afastado juiz que sugeriu venda do Banco Santos ao Master
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou o afastamento do juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho do processo de falência do Banco Santos. O magistrado foi acusado de violar deveres funcionais ao sugerir aos herdeiros a venda da instituição ao Banco Master e criticar advogados em reuniões extraprocessuais. O processo de falência permanece suspenso.
Decisão do CNJ
O plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ratificou a decisão de manter o juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho afastado do caso do Banco Santos. A decisão baseia-se em evidências de que o magistrado agiu fora dos parâmetros da magistratura ao manter interlocuções extraprocessuais incompatíveis com sua função.
Contexto da Falência
O juiz era o responsável por analisar a falência do Banco Santos e teria sugerido a venda da instituição ao Banco Master em 2024, antes de as fraudes relacionadas ao Banco Master virem a público. O corregedor Mauro Campbell Marques destacou que as ações do magistrado extrapolaram o erro e sugeriram violação de deveres elementares.