Refém do Hamas relata 505 dias de cativeiro com privações extremas e tortura psicológica
Eli-ya Cohen, capturado durante ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, descreve condições desumanas em túnel na Faixa de Gaza, incluindo fome, privação de luz e correntes de ferro. Ele revela pensamentos de desistência, mas manteve esperança ao lembrar da companheira, Ziv Abud, que escapou do ataque. O cativeiro durou um ano, quatro meses e 16 dias, com relatos de violência extrema e isolamento total.
Ataque e captura no festival de música
No dia 7 de outubro de 2023, o grupo terrorista Hamas realizou um ataque em território israelense durante um festival de música, resultando em mais de mil mortos e 251 reféns. Imagens do evento mostraram pessoas correndo sob tiros e explosões. Eli-ya Cohen, presente no festival, descreveu a violência: 'Eles jogaram muitas granadas num espaço em que mal cabiam 10 pessoas. Era de dois metros por dois metros. Estávamos, lá dentro, 29 pessoas'. Ele foi capturado e levado para um túnel subterrâneo na Faixa de Gaza, onde permaneceu por 505 dias.
Condições desumanas no cativeiro
Durante o cativeiro, Eli-ya Cohen enfrentou privações severas: 'Eles me deixavam passar fome, não me davam comida, não me davam bebida, não me deixavam ver a luz. Me prenderam com correntes de ferro pesadas a outro refém. Não me deixavam usar o banheiro, não me deixavam dormir'. Ele admitiu pensar em desistir, mas encontrou força na lembrança da companheira, Ziv Abud, que escapou do ataque. 'Seja forte, eu vou sobreviver, e tudo vai ficar bem', escreveu em cartas imaginárias para ela.