JPMorgan monitora uso de IA por engenheiros com dashboards internos e aumenta pressão por produtividade
JPMorgan implementou dashboards internos para rastrear o uso de ferramentas de inteligência artificial, como GitHub Copilot e Anthropic's Claude, por seus engenheiros. A medida visa aumentar a produtividade, mas gera preocupação entre funcionários sobre avaliações de desempenho baseadas nesses dados. A empresa afirma que os dados são usados para treinamento e suporte, não para gestão de desempenho.
Sistema de monitoramento e pressão por resultados
O JPMorgan está utilizando dashboards internos para monitorar o uso de ferramentas de IA por engenheiros da divisão Global Technology, que conta com aproximadamente 65 mil profissionais. A empresa exige 'melhoria significativa' na qualidade e volume de código produzido com auxílio de IA, como GitHub Copilot e Claude, da Anthropic. Os dashboards classificam os engenheiros com base na frequência de uso dessas ferramentas e aplicam fórmulas para categorizar os usuários. Sete desenvolvedores atuais e antigos relataram que a pressão para aumentar o uso de IA tem crescido, com gestores citando dados de uso em reuniões de desempenho. Embora alguns reconheçam que as ferramentas aumentam a produtividade, há receio de serem rotulados como subperformers caso não atendam às expectativas.
Resposta da empresa e contexto do mercado
Um porta-voz do JPMorgan afirmou que os dados coletados não são usados para 'gestão de desempenho', mas sim para medir a eficácia dos investimentos em IA e oferecer treinamento direcionado. A empresa destacou que o potencial das ferramentas só é realizado quando 'pessoas, processos e tecnologia' trabalham em conjunto. A prática de monitorar o uso de IA por funcionários não é exclusiva do JPMorgan. Empresas como Meta e Google também estabeleceram metas para a adoção de IA em codificação, refletindo uma tendência global de pressionar equipes a integrar essas tecnologias para justificar investimentos.