Argentina registra menor taxa de pobreza em sete anos, mas Milei enfrenta desaprovação recorde de 64,5%
A Argentina alcançou a menor taxa de pobreza desde 2019, recuando para 28,2% da população sob a gestão de Javier Milei, segundo dados do Indec. No entanto, o presidente enfrenta 64,5% de desaprovação, impulsionada por desemprego, cortes em saúde e educação, e inflação persistente, apesar da queda anual para 31,5%.
Avanços econômicos e desafios sociais
A Argentina registrou uma redução significativa na taxa de pobreza, que caiu de 38,1% em 2024 para 28,2% em 2026, o menor índice em sete anos, conforme dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 4,4% em 2025, e a inflação anual encerrou o ano em 31,5%, a mais baixa desde 2017. Apesar desses indicadores, a popularidade de Javier Milei despencou, com 64,5% de desaprovação, segundo a consultoria Zuban Córdoba. A insatisfação popular é atribuída ao aumento do desemprego, ao fechamento de milhares de empresas e aos cortes nos setores de saúde e educação.
Desconfiança financeira e escândalos políticos
A desconfiança no sistema financeiro argentino persiste, com estimativas de que a população mantenha US$ 170 bilhões fora dos bancos, herança de crises como o 'corralito' de 2001. As iniciativas do governo para atrair esse capital, como isenções fiscais sob o slogan 'alivie seu colchão', não obtiveram sucesso significativo. Além disso, escândalos envolvendo o gabinete de Milei e a fragmentação da oposição contribuem para o desgaste político do presidente, que se sustenta mais pela desorganização dos adversários do que por apoio popular.
Medidas econômicas e reações da população
O governo anunciou um aumento nos impostos sobre combustíveis para maio de 2026, medida que pode impactar o custo de vida da população. Embora a inflação tenha recuado, a percepção de melhora econômica não se reflete no cotidiano dos argentinos, que enfrentam dificuldades como a alta nos preços e a redução de serviços públicos. A gestão de Milei também enfrenta críticas por priorizar ajustes fiscais em detrimento de políticas sociais, o que reforça a insatisfação generalizada.