Seth Rogen critica uso de IA em roteiros e defende processo criativo humano no cinema
O ator e diretor Seth Rogen afirmou em entrevista durante o Festival de Cannes 2026 que roteiristas que utilizam inteligência artificial para escrever scripts deveriam 'fazer outra coisa'. Rogen, conhecido por filmes como 'Superbad' e 'Pineapple Express', classificou conteúdos gerados por IA como 'lixo estúpido' e reforçou a importância do toque humano na criação cinematográfica. O cineasta também destacou que seu novo filme de animação, 'Tangles', sobre Alzheimer, não utiliza IA em nenhuma etapa de produção.
Posicionamento contra IA no cinema
Em entrevista ao canal Brut durante o Festival de Cannes, Seth Rogen expressou seu descontentamento com o uso de inteligência artificial na escrita de roteiros. Segundo o diretor, os resultados gerados por IA são 'o lixo mais estúpido' que já viu, e aqueles que optam por essa ferramenta em vez de passar pelo processo criativo tradicional 'não deveriam ser escritores'. Rogen, que também é produtor e ator, enfatizou que a ideia de uma ferramenta que reduza o esforço da escrita não o atrai, pois ele gosta do processo de escrever.
Filme 'Tangles' e a defesa do trabalho humano
Rogen está promovendo seu novo filme de animação, 'Tangles', que aborda o tema do Alzheimer e conta com um elenco estelar, incluindo Bryan Cranston, Pamela Adlon e Julia Louis-Dreyfus. O diretor garantiu que o filme, que estreou em Cannes mas ainda não tem data de lançamento comercial, foi produzido sem o uso de IA. 'Cada quadro tem um toque humano', afirmou. 'Tangles' é descrito como uma obra que reflete a visão de Rogen sobre a importância da intervenção humana na arte.
Contexto do debate sobre IA em Hollywood
O uso de inteligência artificial no cinema tem sido um tema controverso em Hollywood. Enquanto alguns cineastas, como James Cameron, demonstram abertura para experimentar a tecnologia, outros, como Gore Verbinski, diretor de 'Piratas do Caribe', se posicionam veementemente contra. Recentemente, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA (AMPAS) também entrou no debate, discutindo os limites éticos e criativos do uso de IA na indústria. Rogen se alinha a essa corrente crítica, defendendo que a autenticidade criativa não pode ser substituída por algoritmos.