Passagens aéreas disparam e preços podem permanecer altos por tempo indeterminado, alerta United Airlines
A United Airlines anunciou cinco aumentos consecutivos nas tarifas aéreas desde o início da alta global nos preços do petróleo, elevando também as taxas de bagagem despachada para US$ 45 na primeira mala. Executivos da companhia alertam que os preços podem não cair tão cedo, mesmo com a possível estabilização do combustível, devido à adaptação do mercado a essa nova realidade de receitas.
Combustível e incertezas geopolíticas impulsionam alta nos preços
O CEO da United Airlines, Scott Kirby, afirmou em teleconferência de resultados do primeiro trimestre que a empresa assume que o preço do combustível pode permanecer elevado por mais tempo, citando incertezas no Oriente Médio como fator determinante para a alta nos custos. A escalada nos preços do petróleo impactou diretamente o valor do querosene de aviação, levando as companhias aéreas a repassarem os custos aos passageiros. Além das passagens, a United foi uma das primeiras a aumentar as taxas de bagagem despachada, que agora começam em US$ 45 para a primeira mala.
Preços podem se manter altos mesmo com queda no petróleo
Andrew Nocella, diretor comercial da United, destacou que, quanto mais tempo os preços do combustível permanecerem nesse patamar e os consumidores pagarem tarifas elevadas, maior será a probabilidade de os valores se estabilizarem nesse novo nível. "Acredito que, quanto mais tempo o preço do combustível permanecer nessa faixa e os consumidores pagarem esses valores — e as companhias aéreas se acostumarem com essa receita —, maior será a chance de isso se consolidar", afirmou Nocella. Essa tendência não é exclusiva da United, com outros executivos do setor e analistas de Wall Street reforçando que as tarifas aéreas nesta década subiram menos do que o esperado, sugerindo que os reajustes podem ser permanentes.