ALA divulga lista dos 11 livros mais censurados nos EUA em 2025; 92% das contestações partiram de grupos de pressão
A American Library Association (ALA) publicou a lista dos 11 livros mais contestados nos Estados Unidos em 2025, revelando um recorde de 5.668 obras banidas ou restritas. Desse total, 40% abordam experiências LGBTQIA+ e de pessoas negras. Apenas 3% das contestações vieram de pais individuais, enquanto 92% foram impulsionadas por grupos de pressão e autoridades governamentais.
Dados alarmantes sobre censura literária
O relatório anual 'State of America’s Libraries Report' da ALA registrou 4.235 títulos diferentes contestados em 2025, o segundo maior número já documentado. Além dos 5.668 livros banidos, outros 920 sofreram restrições, marcando os índices mais altos da história. Entre as obras mais visadas, destacam-se 'Gender Queer: A Memoir', de Maia Kobabe, e 'The Perks of Being a Wallflower', de Stephen Chbosky. A ALA enfatizou que 40% dos livros contestados tratam de temas relacionados a LGBTQIA+ e comunidades negras (BIPOC).
Lista dos 11 livros mais contestados em 2025
A relação inclui obras de ficção, memórias e romances jovens adultos, com destaque para: 1. 'Sold', de Patricia McCormick; 2. 'The Perks of Being a Wallflower', de Stephen Chbosky; 3. 'Gender Queer: A Memoir', de Maia Kobabe; 4. 'Empire of Storms', de Sarah J. Maas; 5. (empate) 'Last Night at the Telegraph Club', de Malinda Lo, e 'Tricks', de Ellen Hopkins; 7. 'A Court of Thorns and Roses', de Sarah J. Maas; 8. (empate) 'A Clockwork Orange', de Anthony Burgess, 'Identical', de Ellen Hopkins, 'Looking for Alaska', de John Green, e 'Storm and Fury', de Jennifer L. Armentrout.
Origem das contestações e reação da ALA
O relatório apontou que 92% das contestações foram motivadas por 'grupos de pressão e autoridades governamentais', um aumento em relação aos 72% registrados em 2024. Apenas 3% partiram de pais individuais. Em comunicado, o presidente da ALA, Sam Helmick, reforçou: 'Bibliotecas existem para dar espaço a cada história e experiência de vida. Celebramos a Semana Nacional da Biblioteca reafirmando que esses espaços são para conhecimento, acesso e para todos'.